1º »
COMO FUNCIONA ?
O injetor basicamente é constituído
por um corpo metálico ( o qual
pode ser revestido por plástico
estrutural ) em que trabalham alguns
elementos internos como agulha ou um
pequeno pistão acionados pelo
campo magnético formado por uma
bobina externa quando recebe corrente
elétrica. Ao se "energizar"
o campo magnético desloca a agulha
alguns centésimos de milímetro
da sua sede deixando o combustível
passar e ser pulverizado através
da placa ( que tem os pequenos furos
calibrados ).
2°
» O QUE É IMPENDÂNCIA
?
É a resistência a passagem
de corrente elétrica que a bobina
do injetor possui determinada em Ohm
representado pelo símbolo O.
Quanto menor for a impendância
da bobina do injetor maior será
a corrente elétrica ( amperes
) circulando o que pode ser calculado
simplesmente dividindo a voltagem pela
impendância do bico. exemplo;
14 V: 12 Ohms = 1,16 A. Temos portanto
no caso citado voltagem de 14 Volts
, impendância do bico de 12 Ohms
o que resulta em corrente no bico de
1,16 Amperes. No caso de substituirmos
o injetor por outro de 3.0. o que vai
acontecer ? 14 : 3 = 4,66 Amperes. Provavelmente
o "drive" de saída
do módulo de injeção
não irá agUentar o tremendo
aumento de carga por muito tempo vindo
a queimar ( drive projetado para trabalhar
com 1,6 Amperes trabalhando com 4,6
Amperes ). Existem ainda outros efeitos
elétricos em jogo como reatância
mas que pouco são úteis
para escolha de injetores.
3°
» AUMENTANDO OS FUROS DA PLACA
A VAZÃO AUMENTA ?
Até certo ponto sim. A partir
desse ponto a agulha nos injetores longos
ou o pistão no caso dos injetores
IWP restringem a vazão, e é
ai que está o problema. Por questões
construtivas é impossível
que todos os injetores (originais),
ainda que de mesmo modelo, possuam o
mesmo curso de agulha ou pistão
o que acaba criando diferenças
de vazão em bicos "furados".
Na grande maíoria dos casos só
se consegue estabilidade até
50 % de aumento de vazão sendo
que a partir daí ou os injetores
ficam desiguais ou variam conforme a
temperatura. Em alguns casos a diferença
chega a 36 % de vazão entre injetores
iguais e usinados de maneira também
igual. Por esse motivo é necessário
que se modifique também os elementos
internos dos injetores para que trabalhem
em equilíbrio e com estabilidade.
4°
» COMO TESTAR OS INJETORES ?
Para teste de vazão de injetores,
em especial os de alta vazão,
se torna necessário o uso de
pulsadores especiais que simulam com
perfeição o tipo de onda
que o sistema original utiliza ( onda
quadrada e 4-5 Volts em bicos com pré
resistor ou ondas de dois estágios
com 12- 14 Volts no primeiro estagio
ou aínda onda inteira quadrada
no caso somente de injetores de alta
impendancia ) com saídas individuais
pois do contrario os valores são
absolutamente irreais podendo acusar
diferenças altas entre injetores
que na realidade são iguais.
Isso ocorre devido ao fato de pulsadores
convencionais possuírem circuitos
muito simples com permanência
de pulso muito baixa, forma de onda
irregular, os injetores estarem ligados
em paralelo ou em série e c,
ainda limitadores de corrente, o que
em alguns casos fazem com que O injetor
trabalhe com 3 -4 Volts. Com tensão
insuficiente e permanência pequena
urna pequena diferença na carga
das molas de retomo das agulhas ( 2
% ) ocasiona diferenças de vazão
que podem chegar a 50 % ! Porém
não é assim que o injetor
se comporta no veiculo ( tal diferença
representaria 0,025% de variação
de vazão em condições
corretas) .Uma maneira ( paliativa)
de contornar o problema seria testar
os injetores em aberto, porém
podem . ocorrer pequenos desvios em
função de turbulência
no injetor, mas ainda assim se obteriam
valores muito mais confiáveis
de vazão. O'"" desvio
de vazão em injetores de boa
qualidade não deve superar 1%
para mais ou menos sendo esse valor
aplicado a injetores para motores preparados,
estando portanto muito mais precisos
que injetores originais onde a tolerância
ultrapassa 3%. Tal fato se deve a necessidade
de precisão de motores especiais
em função de trabalharem
no "limite" sem margens para
erros. Quanto aos pulsadores especiais,
eles simulam onda quadrada, de 10 milissegundos
de permanência, toleram cargas
muito elevadas como por exemplo ligação
de quatro injetores single-pointjuntos,
possuem saídas individuais (um
drive para cada injetor) e com freqiiência
de 1000 a 3000 ciclos por minuto, o
que permite a verificação
perfeita de vazão de bicos inclusive
de modelos diferentes ao mesmo tempo
pois o efeito de histerese é
drasticamente reduzido nestas condições.
Tal pulsador será colocado no
mercado em breve por um custo baixo
para que possam ser adquiridos por todos
pois não visam lucro e sim confiabilidade
na verificação de injetores
em face da grande quantidade de injetores
de má qualidade que vem sendo
feitos sem controle adequado quanto
aos itens descritos.
5°
» O QUE É HISTERESE ?
Histerese pode ser descrita como inércia
do injetor. Quando o injetor recebe
corrente leva algum tempo até
que a abertura total da sua agulha ou
pistão seja alcançada
e esse valor varia em função
da construção do injetor,
campo magnético gerado pela sua
bobina, e pressão de combustível.
No caso da substituição
dos injetores originais do veículo
por outros de tipo diferentes pode acontecer
de os padrões de regulagem serem
diferentes do imaginado por causa da
histerese. Ex; imaginar um veiculo cuja
permanecia do injetor em marcha lenta
ser de 4 milissegundos e que a histerese
de seu bico seja 1 milissegundo. Temos
portanto cerca de 3 milissegundos de
injeção real embora o
tempo de corrente elétrica seja
4 milissegundos. No caso de substituição
do injetor por outro com 1,6 milissegundos
de histerese o tempo de injeção
real diminuirá para 2,4 milissegundos
o que acarretará diminuição
no volume injetado na ordem de 20% embora
o tempo de corrente elétrica
seja o mesmo ( levando em conta que
os injetores tenham mesma vazão).
Tal efeito precisa ser levado em conta
quando se adaptar injetores de outros
modelos em substituíção
aos originais.
Esperamos que a explicação
simplificada que fora passada possa
permitir aos preparadores de motores
a escolha dos melhores injetores diminuindo
a possibilidade de danos aos veículos
e ao mesmo tempo permitir aos interessados
em modificar injetores que o façam
com qualidade para que não ocorra
a "fama" no mercado de que
injetores são todos iguais ou
que "quebram motores" vindo
a prejudicar a todos.
AUTOR
E FONTE: DEL GUERCIO |